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AGOSTO 01

Conservantes sintéticos: O grande mal dos industrializados?

  • 2019-08-01

Desde a antiguidade, para aumentar o tempo de vida útil dos alimentos, são adicionadas substâncias ou técnicas que possuem poder de retardar processos como deterioração e reações químicas que tornem esse, impróprio para consumo.

Essas substâncias são conhecidas como conservantes e, na indústria alimentícia, têm a função de preservar o sabor, consistência, cor e aparência do produto, bem como manter a integridade e segurança do mesmo. Podem ser divididos em três grupos com funcionalidades diferentes: antimicrobianos, antioxidantes e inibidores enzimáticos.

Como os conservantes funcionam?

A conservação antimicrobiana é mais tradicional e trabalha inibindo ou até mesmo eliminando microrganismos presentes no alimento, sendo eles fungos ou bactérias, por exemplo. Os antioxidantes, evitam a reação do oxigênio do ar com o alimento, utilizados em produtos que contém frutas e vegetais, sejam in natura ou processados. Por sua vez, os inibidores enzimáticos desaceleram a deterioração, por inibir a ação de certas enzimas, como ocorre ao evitar um rápido escurecimento da batata, retardando sua reação. Essas formas de conservação podem ser classificadas em sintéticas ou naturais.

Sintéticos vs. Naturais! Quem ganha essa batalha?

Os conservantes naturais estão sendo cada vez mais valorizados na indústria, seguindo as exigências do consumidor que procura por alimentos saudáveis sem abrir mão de sua qualidade. Desse modo, podem ser utilizados óleos essenciais provindos de especiarias, sucos de frutas como limão e laranja. Já os sintéticos, muito utilizados na indústria, são aqueles produzidos artificialmente, fato que não significa que são tóxicos ou prejudiciais à saúde. Um exemplo de aditivo sintético é o nitrato, utilizado em carnes congeladas, a fim de preservar suas cores originais.

Sintéticos e suas vantagens

Se por um lado alguns profissionais não indicam os alimentos industrializados que contém esse tipo de substância, por outro existem aqueles que defendem os aditivos, garantindo que eles são necessários à melhora da qualidade dos produtos. Portanto, o que irá garantir sua segurança é a quantidade e a forma correta de utilização deles. Outro argumento a favor dos sintéticos é que a indústria alimentícia está entre as mais vigiadas do Brasil, ou seja, os aditivos usados em alimentos processados são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com base em organismos internacionais, que aprova ou reprova as dosagens.

A necessidade da adaptação

O uso de conservantes é de suma importância para garantir a integridade dos alimentos, e apesar da tendência da substituição dos aditivos sintéticos pelos naturais, os sintéticos ainda possuem maior poder de ação em alguns casos. A exemplo disso, pode-se citar a pesquisa publicada em janeiro de 2019 no periódico da Food Chemistry, na qual o antioxidante feito à base de grãos de trigo e cevada não foi tão eficaz como os sintéticos utilizados frequentemente para o mesmo produto, deteriorando-o muito mais rápido por conta dessa mudança.

Dessa forma, é essencial avaliar o desempenho dos conservantes em geral para se obter o melhor resultado possível, pois a substituição de um conservante utilizado regularmente por um natural pode não ser tão eficaz ou até mesmo prejudicial. Para que isso não ocorra, contamos com o auxílio de laboratórios, equipes treinadas e professores especialistas na área, que podem te ajudar a tomar as melhores decisões a fim de aperfeiçoar a segurança e a qualidade de seus produtos, cuidando da saúde de seu negócio.